A rainha da floresta!

Fala, macacada!

No dia 8 de março se comemora o Dia Internacional da Mulher, e eu não poderia deixar de prestar minhas homenagens às fêmeas de todas as espécies, afinal, ninguém inspirou mais canções, textos literários, telas e poesias do que a mulher. A beleza, o falar carinhoso, os gestos, tudo parece criado para encantar e envolver de uma forma os homens, que às vezes sem perceber, e sempre sem reconhecer, cedem mais cedo ou mais tarde a tudo o que elas desejam.

Mesmo tendo por muito tempo seu papel na sociedade diminuído, a mulher sempre soube com inteligência driblar o preconceito e a prepotência masculina para criar seu caminho e conquistar seu espaço, hoje imprescindível como trabalhadora, profissional bem sucedida e participativa, agente transformadora das relações sociais e econômicas do nosso mundo, tudo isso sem deixar para trás seu lado encantador, romântico, e de mulher-mãe responsável pelo equilíbrio da família.

O rei da floresta? O leão tem a coroa, o título, a juba, o rugido que estremece a selva e até os cinemas antes das sessões, mas é só chegar em casa e?

Não são raros na natureza os casos de fêmeas (declaradamente) dominantes de sua espécie, além da humana, claro! Nos bandos de até 90 hienas manchadas, por exemplo, quem lidera é a fêmea, e a divisão de tarefas é definida por uma hierarquia onde elas posicionam-se no topo. A fêmea alfa, em geral, não é definida pela agressividade como na maioria das espécies patriarcais, mas pela capacidade de se articular com os outros membros do grupo. E aí neste aspecto não tem pra ninguém, né?

Mesmo naqueles grupos em que o homem tem o título de dominante, não dá pra negar que é a mulher quem pega no pesado. Enquanto nós chimpanzés machos (pra caramba!) passamos grande parte do nosso tempo na importante tarefa do despiolhamento, o que exige em seguida um merecido descanso de igual período, nossas mulheres estão ensinando aos pequenos os conhecimentos necessários para a sobrevivência. Uma rotina de afeto e dedicação que dura entre 5 e 6 anos, até que os filhotes possam se virar, criando e utilizando as próprias ferramentas do dia-a-dia, e demonstrando que já sabem a forma de comer certas plantas e seus benefícios para a saúde. E a macaquinha vai querer ser igual a mamãe quando crescer!

Em termos de dedicação aos filhos, porém, um dos maiores exemplos está nas fêmeas de elefante. Só o período de gravidez leva 22 meses. E o neném é gordinho, hein? O dramático nascimento de um filhote de 115 quilos é geralmente assistido por uma ou duas fêmeas da manada, geralmente as irmãs mais velhas, que agem como ?parteiras? e também de companhia para a mãe durante o parto. O papel principal dessas auxiliares é proteger a mãe de um ataque de leões, mas elas já foram vistas ajudando a saída do feto, puxando-o delicadamente com a tromba. E o elenfantão nestas horas, se tivesse ido lá pra filmar o parto, já tinha desmaiado!

Enquanto os machos vivem isoladamente, as fêmeas cuidam dos filhotes em um verdadeiro círculo familiar de paquidermes, dirigidos por uma idosa e experiente elefanta que comanda desde os filhotes até as mães, tias e outras avós. E o leite materno só termina quando a mãe têm um novo bebê, sendo que os filhotes machos podem buscar com insistência a mãe para mamar até os oito anos de idade!

E assim a vida vai seguindo seu ciclo, sempre pela força das mulheres, que na maioria das espécies, e em todas as raças, classes sociais e culturas, receberam de forma impositiva o dom do encanto e o papel da gestação, mas assumiram espontaneamente a responsabilidade da criação e da união familiar, e cada dia mais, de mantenedora do lar, de líder profissional e força ativa contra a discriminação e injustiça social.

Parabéns, mulheres!