Abaixo ao preconceito musical

Fonte: https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=T9tHsfrkDEj_xM&tbnid=u718O1cmDVOc8M:&ved=0CAQQjB0&url=http%3A%2F%2Fconexaomista.blogspot.com%2F2013%2F12%2Fas-melhores-capas-de-cd.html&ei=h0HyU9a0Oc7LPe-tgKgF&psig=AFQjCNGxnuCvGfZLjeED5m9V-kQDmnJb-w&ust=1408471584901393Fonte: conexaomista.blogspot.com.br

É muito simples: não existe música boa ou ruim, existe música que emociona ou não. Gosto é gosto e não se discute, seja na música, no esporte, na comida, no jeito de vestir e por aí vai…

Agora, o que eu considero de mau gosto, são os preconceitos. As mais interessantes revoluções musicais aconteceram quando ritmos distintos se fundiram. Por exemplo, o rock n’ roll (música Gospel + country + blues), a bossa nova (jazz + samba), o reggae (ska + música africana + pop + rock) a Tropicália (música pop + regionalista + rock n’ roll + vanguarda). O lixo de hoje pode ser o clássico de amanhã! Elvis*Presley* foi proibido de aparecer da cintura para baixo nas televisões porque era considerado vulgar, segundo os jornais dos Estanos Unidos nos anos 60, os Beatles faziam uma música pop descartável, Caetano Veloso e Gilberto*Gil* foram vaiados em uma universidade porque eram considerados defensores da música popular americana. A própria música tradicionalista gaúcha é uma fusão de vários ritmos e estilos vindos de outros países, como a Argentina, por exemplo.

Como músico, tive a experiência de poder me apresentar no estado da Bahia. Lá fui recebido e aplaudido tocando a música aqui do Sul, incluindo algumas canções de minha autoria e Beatles também. Fui aplaudido e ovacionado com muita empolgação e entusiasmo. Gostaria que quando um músico baiano viesse para o Rio Grande do Sul, fosse recebido e aplaudido da mesma forma que eu fui em seu estado. Será que isso aconteceria?

Outra situação que me entristece, é quando alguma coisa entra em evidência, surgem os oportunistas para tentar “pegar carona na barca”. Se algum estilo musical está na moda, surgem milhares de artistas fazendo o mesmo estilo somente para visar algum tipo de lucro. Se aquilo faz parte da sua essência, tudo bem, mas não queira ser algo que não se é. Trabalhe em prol da sua verdade. A não ser que mudança de estilo para se adaptar ao mercado ou mainstream faça parte da sua verdade, aí tudo bem.

Mas torço para que as pessoas abram mais os ouvidos para o novo e o diferente e que possamos viver em mundo com mais respeito e sem preconceitos. Dos raciais ao musicais.