Adversários... Pra nossa alegria!

Na boa, sempre fui muito, muito, competitiva, se existe uma coisa que eu amo nessa vida é uma competição, um adversário de peso, um prêmio a conquistar, uma medalhinha, um pódio? Qualquer coisa que faça de mim a primeira!

Porém preciso reconhecer que sem os adversários, os que ficam com a prata, com o segundo melhor tempo, com a cabeça na altura do meu ombro, sem isso, eu nada sou. Eu nada ganho e assim não há graça nenhuma!

E ser assim, doida pra vencer tem um preço alto. Você fica visada até mesmo pelos deuses. Pensa? Nasci em 73, filha de pai e mãe palmeirenses? Fui obrigada a suportar 17 anos de jejum do meu querido Palestra! Era como aquela música? Te ter e não te querer é impossível é insuportável é dor incrível? Não sabia o que era ser campeã, isso convivendo com a democracia corintiana e três irmãos adversários?

Inspirada por uma passado vencedor e divino do Palmeiras, suportei, chorando baixinho, mas suportei!  Meus tempos de glória chegaram em 1993, diante de quem? Do meu maior rival, parafraseando um sucesso da internet: ??Pra nossa alegria.?

Aprendi a cultuar o meu rival de estimação Sport Clube Corinthians. Sem ele a graça seria menor o sofrimento também e talvez meu Palestra não tocasse tão fundo o meu coração, não comandasse as batidas dentro do meu peito como faz hoje.

Nesses últimos dias pensei muito sobre isso. Alegria de palmeirense era saber que corintianos nunca conquistaram uma libertadores, roguei a Deus para que o Boca acabasse com o sonho deles mais uma vez? Não deu? Os caras tem libertadores agora e ai?

E aí, que logo teremos outro motivo para nos fazer cantar e vibrar contra os Galinhas, porque o nosso espírito é de PORCO e por isso não os deixamos em paz e não teremos paz enquanto eles existirem. Rivalidade é uma delícia, quanto a isso, obrigada Corinthians, parabéns pela América, logo a gente se esbarra para mais uma vez saber quem nasceu primeiro o PORCO ou a GALINHA!