CASAMENTO E VINHO OU VINHOS NO CASAMENTO

Casamento e Vinho   [![casamento-e-tinto](https://s3.amazonaws.com/static.elefanteverde.com.br/blog/wp-content/uploads/sites/16/2014/03/casamento-e-tinto.jpg)](https://s3.amazonaws.com/static.elefanteverde.com.br/blog/wp-content/uploads/sites/16/2014/03/casamento-e-tinto.jpg)
Outro dia me perguntaram: que vinho deve ser servido em um casamento? A pergunta parece simples de ser respondida, mas para que tenha uma resposta perfeita, muitos fatores devem ser observados. O primeiro deles é definir que tipo de recepção vai ser oferecida e à que horas se dará o evento? Em segundo lugar, quantas pessoas comparecerão à recepção e qual a sua duração?
Recepções pela manhã sugerem um brunch, onde são servidos além do café da manhã, crepes, quiches, suflês, tortas, frios, queijos e frutas. Esse tipo de refeição harmoniza bem com um vinho suave das cepas Gamay ou Pinot Noir ou, ainda, um Lambrusco pelo seu baixo teor alcoólico. Para recepções à tarde, onde são servidos doces e bolo o acompanhamento ideal seria um Champagne ou um espumante, sendo ainda muito bem vindo um Prosecco, que acompanharia bem os canapés e salgadinhos. Para recepções à noite, o mais apropriado seria um jantar servido à francesa ou ao estilo franco-americano ou, ainda, uma recepção mais simples onde os garçons serviriam os canapé e posteriormente um prato quente aos convidados. Não há como errar se a bebida servida for o Chamapgne, um bom espumante ou um Prosecco.
Definido o horário da recepção chegou a vez de não só se definir também o tipo da bebida como também sua quantidade.
A forma mais simples e eficaz de se dimensionar o número de convidados que estarão presentes é ao enviar os convites para a recepção solicitar a confirmação da presença através de RVSP, que nada mais é do que a abreviatura da expressão francesa “Répondez S’il Vous Plait”, que significa -”Responda, por favor”-. Pode parecer pedantismo, mas como já disse é a forma mais eficaz de se ter a certeza do número de convidados presentes e assim planejar melhor o evento. Faço aqui a sugestão de levar em conta uma variação de 10% à mais ou à menos para evitar surpresas de última hora.
Então, escolhido o horário da recepção e dimensionado o número de convidados e o seu tempo de duração , chegou o momento de definir a bebida e a sua quantidade.
Basicamente, devemos estabelecer critérios mais ou menos rígidos na escolha, ficando aqui uma recomendação que deve ser observada como regra: nunca deixe de provar o vinho, Champagne ou espumante que será servido aos seus convidados. Essa história de não ser conhecedor de vinhos, então porque provar, não é inteiramente verdadeira. Seus convidados, também, não o serão, mas nem por isso não ficarão menos felizes se o paladar for o mais agradável possível. Lembre-se de guardar o vinho em local fresco e tenha cuidado no transporte, evitando abalos bruscos. Como regra geral o vinho só deve ser acordado para ser consumido.
Procure sempre harmonizar o vinho com os pratos que serão servidos. Se ficar na dúvida escolha sempre o Champagne ou um bom espumante.
Se o seu orçamento não permitir um Champagne, não se aborreça, escolha um bom espumante nacional que em muitas das vezes é melhor que um importado duvidoso.
Lembre-se que a bebida deve acompanhar o estilo da festa. Cada local e horário pedem bebidas diferentes. Pela manhã em ambiente mais descontraído, um vinho branco ou um Lambrusco. À tarde um Champagne ou um espumante, dentre os quais incluo o Prosecco, e à noite um vinho tinto mais encorpado ou um Champagne sempre serão bem vindos.
Vamos agora dimensionar a quantidade de bebida por convidado, numa listagem prática, assumida por quase todos os experts.
Apesar de estarmos falando sobre vinhos não se esqueça de ter disponíveis dois ou três litros de whisky de 12 anos, já que nem todos os convidados possuem o mesmo gosto.
Tipo de bebida e quantidade
- Whisky: um litro serve 15 a 20 pessoas.
– Vinho Tinto: 4 a 6 pessoas por garrafa.
- Vinho Branco: 5 a 7 pessoas por garrafa.
- Champanhe ou espumante: 3 a 5 pessoas por garrafa.
Lembrar que essa relação é meramente indicativa, uma vez que, dificilmente será consumida uma única dose ou taça por convidado e que o tempo de duração do evento é decisivo quanto a quantidade de bebida consumida.
Por último, podemos dizer que não há celebração sem o tradicional brinde com uma bela taça de Champagne ou de espumante. As borbulhas cristalinas, douradas ou rosés fazem a alegria das comemorações com sua leveza e frescor. Conforme a lenda é atribuído ao próprio Dom Perignon, a frase – beber um Champagne é como “provar estrelas.”
A seguir alguma literatura referente aos vinhos aqui sugeridos:
Lambrusco é um vinho frisante produzido na Itália, principalmente na região de Modena (Reggio Emilia), podendo ser branco (Bianco) ou tinto (Rosso). No Brasil é mais comum a versão suave (Amabile), mas existe também a versão seca. Caracteriza-se por ser um vinho doce, de baixo teor alcoólico (Variando de 7 a 8,5%), que deve ser servido gelado. Por ser um vinho “de estourar” proporciona um clima de festa e romantismo.
Prosecco é um dos mais famosos espumantes produzidos no método Charmat e é elaborado a partir de uvas do mesmo nome com a ocasional adição de pequenas parcelas da Pinot Bianco e da Pinot Grigio. Tradicionalmente, é originária do norte da Itália, sendo a bebida típica da cidade de Veneza.
 
Espumantes são vinhos usualmente produzidos em todo o mundo pelo método Champenoise e, não trazem no rótulo a marca de sua safra, uma vez que colheitas de diversos anos podem ser utilizadas em uma única produção, a fim de se obter a melhor qualidade possível em cada garrafa. Com raríssimas exceções e preços acima do mercado, safras realmente boas resultam em espumantes exclusivamente elaborados a partir da mesma, recebendo a denominação de “milésimes”. O Champagne é um espumante, que conforme a legislações do mundo vitivinícola é definido como produzido na região de Champagne, na França, terra do lendário Dom Perignon, produtor dos primeiros espumantes do mundo. As características bolhas do espumante são chamadas de “perlage”, sendo provenientes do dióxido de carbono, que pode se originar naturalmente, da refermentação do vinho já na garrafa, ou nos tonéis durante a maturação. Ecléticos, os espumantes acompanham bem a quase qualquer tipo de culinária e podem ter a sua origem em praticamente qualquer lugar do mundo, passando por diferentes processos de fabricação e recebendo diferentes denominações conforme o seu local de nascimento. A Pinot Noir e a Chardonnay são as principais variedades de uvas utilizadas na região de Champagne, podendo resultar num espumante branco ou rosé, variando do tempo em que o mosto permanece em contato com as cascas. De acordo com o teor de açúcar, que é definido no fechamento da garrafa, o Champagne é definido como extra-brut, brut, extra-sec, sec, demi-sec, ou doux. O método de elaboração que cria a espuma no interior da garrafa possui denominação própria de “Champenoise”, e se trata de um processo demorado, podendo levar anos até atingir a perfeição, o que o torna mais caro e pouco acessível à maioria dos amantes da bebida. A obtenção do “perlage” em tonéis – conhecido como método ”Charmat” – facilitou a popularização dos vinhos espumantes por ser um processo mais simples, o que torna os valores finais mais acessíveis, popularizando o seu consumo eprodução ao redor do mundo. [![vinhos-de-aniversario-008](https://s3.amazonaws.com/static.elefanteverde.com.br/blog/wp-content/uploads/sites/16/2014/03/vinhos-de-aniversario-008-300x76.jpg)](https://s3.amazonaws.com/static.elefanteverde.com.br/blog/wp-content/uploads/sites/16/2014/03/vinhos-de-aniversario-008.jpg)