“Clube 27” - Por que tantas estrelas do Rock morrem aos 27 anos?

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“Clube 27” – Por que tantas estrelas do Rock morrem aos 27 anos?

”Eu disse a ele para não se juntar a esse clube estúpido”, foi o que disse a mãe de Kurt Cobain, por ocasião de sua morte por suicídio nos subúrbios de Seattle-OR, nos Estados Unidos, cerca de 20 anos atrás. Esta declaração foi, em seguida, propagada pela Associated Press, e fez com que a ideia do Clube 27 entrasse definitivamente na consciência pública, principalmente, na comunidade apreciadora de um bom Rock. A partir daí, escritores e fãs começaram a estabelecer um link entre Cobain – partindo de Brian Jones, incluindo Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e outros que morreram com a mesma idade. Quando da morte de Amy Whinehouse, reascendeu-se a especulação sobre a “maldição” dos 27. Aparentemente haveria mais do que uma simples coincidência neste clube, e agora, após 20 anos do início da mitologia do “Clube 27”, a ciência começa a mostrar que existe mais verdade no mito do que qualquer um esperava.

Estudiosos britânicos pesquisaram 1500 artistas cobrindo um período de mais de 40 anos, e descobriram que a expectativa de vida de astros do rock são menores que a população em geral, comparando-se seus contemporâneos. Obviamente, os Rolling Stones são um desvio da regra.

Conforme artigo de autoria de Zachary Stockill, publicado na PolicyMic, overdoses de drogas e álcool são as causas mais comuns das mortes, o que não é surpresa visto o fácil acesso que os pop stars do rock tem a drogas ilícitas sempre que as procuram. Em seu livro “The 27 Club”, o escritor Howard Sounes, lista 50 membros “não oficiais”, a maioria dos quais teve sérios problemas com abuso de drogas.

Embora seja claro que os astros de rock tem mais probabilidade de morrerem jovens do que seus fãs da mesma idade, o “Clube 27” é na realidade mais o ¨Clube dos 20 à 30 anos”. Existe uma lista grande de roqueiros que morreram prematuramente, tanto mais jovens e mais velhos que 27, porém os membros do “Clube 27” chamam mais a atenção por causa da “marketização” do termo “Clube 27”, bem como das circunstâncias que envolveram a morte dos “associados”.

Para nós fãs o que importa é o legado musical deixado por estes grandes roqueiros, os quais curtimos em nossos bares e baladas.

Para maiores detalhes, com direito a vídeos musicais, veja a reportagem original publicada pela PolicyM.

Tradução, adaptação e edição por Edilson J. Cardoso para o Elefante Verde Itajaí.

Fonte: PolicyM