Conhecendo Campina Grande - Boninas

bonina

De vez em quando ouço alguém falando nas Boninas de Campina Grande, e, como novato na cidade (ainda me considero assim pois moro aqui há oito meses), saí procurando informações sobre esse lugar tão falado. É claro, fui direto pra internet e coloquei lá “bobinas campina grande” e não apareceu nem localização, nem como chegar lá. Apareceram outras informações sobre a recuperação do antigo local e projetos de revitalização e valorização com shows e feiras culturais.

Há reportagens diversas sobre o projeto de reativação das Boninas como lemos abaixo, em trechos do G1.globo.paraiba:

“Um antigo cemitério que se tornou reduto da boemia e depois área de armazéns, as Boninas são o mais novo centro da agenda artística de Campina Grande. No ano do sesquicentenário da Rainha da Borborema, um projeto com apresentações musicais revitaliza a vida cultural da região…”

“A ideia é realizar shows gratuitos na área cultural das Boninas, eventos que já acontecem desde agosto na Praça Evaldo do Ó. As apresentações são mensais, sempre no último sábado de cada mês, sem intervir no comércio local. “Queremos reviver as noites boêmias dessa cidade, que eram aqui no Largo das Boninas. Temos também a abertura de uma gama de atividades musicais para os artistas da terra, que só tinham palco durante o São João”.

Ótimo, mais uma opção de diversão e cultura na cidade.

Pra gente saber mais um pouquinho e falar para os novatos na cidade e os turistas que por aqui chegam, taí um resumo rápido com a história das “Boninas de Campina Grande”. Os textos foram tirados do blog Retalhos Históricos de Campina Grande e do G1 da Globo.

“Em 1856, ainda quando éramos a Vila Nova da Rainha e nossa população somava, aproximadamente, 17.900 pessoas, contando-se cidadãos livres e escravos (lembremos que a Lei Áurea somente fora publicada em 1889), uma epidemia de cólera-morbo dizimou cerca de 1.550 habitantes da Vila. Quase 10% da população pereceu. Então, foram improvisados vários terrenos para acolher as centenas de habitantes que foram ao óbito.

Entre esses locais, estava a área onde estava edificado o Grêmio de Instrução Campina – Grandense, o CAD atual e os demais estabelecimentos comerciais, conhecida como Boninas. Essa região tornou-se o Cemitério Velho, sendo inutilizado a partir de 1867, após a construção do Cemitério Nsa. Sra. do Carmo em 1895, no alto da Rua da Areia (hoje Rua João Pessoa). Em 1899, o terreno já se encontrava sem espaço para abertura de novas covas. Com a criação do novo local, o Cemitério Velho passou a ficar fechado e abandonado, passando a ser invadido. No ano de 1931, toda a área foi leiloada e foi arrematado o antigo cemitério de Campina Grande.

No local, foram construídos galpões, garagens e oficinas. Posteriormente, a área dos galpões, entre as décadas de 1930 a 1950, foi cenário de alguns dos principais bares e cabarés de Campina Grande, estabelecimentos que de modo geral não tinham horário para abrir ou fechar. A partir do início da década de 60, o movimento boêmio no Largo das Boninas foi aos poucos sendo abandonado e substituído pelo entretenimento em clubes de lazer, de funcionamento apenas diurno”.

praça

Sim, e para não se perder por aí procurando as Boninas, basta chegar na Praça da Bandeira, ponto central da cidade e seguir na direção do CAD, Colégio Alfredo Dantas, na rua Marques do Herval, até a esquina do 8º Cartório e entrar a esquerda na Rua Félix Araújo, andando um pouquinho, a gente logo avista a Praça Edvaldo do Ó, com seu monumento em forma de uma grande letra A, em mármore preto. Pronto, estamos no largo das Boninas. É só curtir.

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