Eleições 2014: Toma lá, da cá!

        O segundo turno começou e as acusações e o tom agressivo dos embates polarizados reciprocamente entre os dois candidatos finalistas é constante.
        O atual cenário não é novidade para ninguém, principalmente se levarmos em consideração as já constantes acusações ocorridas durante o primeiro turno, naquele momento incluindo também a então candidata Marina Silva.
Aecio x Dilma
        Apesar de muito se questionar sobre a qualidade dos candidatos pela intensificação deste comportamento, além dos diversos indícios de corrupção entre os mesmos e seus aliados, deve-se considerar também o nível de nosso eleitorado para esta conjuntura.
Explico.  É consenso entre todos os cientistas políticos que esta eleição será resolvida pela capacidade de alavancagem da rejeição do adversário.
Vale pontuar que esta foi a mesma estratégia utilizada pelos petistas para derrubar a então candidata Marina, que teve a sua integridade, liderança e competência atacados excessivamente.
Esta situação claramente beneficiou a candidatura de Aécio, que permaneceu fora do foco dos ataques a todo o momento, o que pode também explicar o seu alto crescimento na reta final do primeiro turno.
Devemos lembrar que este mesmo quadro se repete constantemente nas eleições dos candidatos ao exercício do Poder Executivo Municipal, Estadual e Federal; vide nossa última eleição para governador.
Por esta ordem de idéias me questiono: se os constantes ataques realmente possuem a força necessária para alterar a pretensão de voto da maioria da população, o responsável por este lamentável perfil não seria dos próprios eleitores, ao invés dos candidatos?!
        Pois bem, o lado bom desta história é a crescente indignação que este cenário vem recebendo, que se refletem no alto índice de votos brancos e nulos, e já põem em dúvida sobre a eficácia desta tática no convencimento dos eleitores.
       Aliás, o próprio Tribunal Superior Eleitoral decidiu nesta quinta-feira, 16/10/2014, “que as propagandas eleitorais gratuitas em cadeia nacional de rádio e TV não podem servir para ‘atacar’ candidato adversário, mas sim para debater propostas.”
Infelizmente, não apostaria numa mudança de atitude dos dois candidatos à presidência, até pelo tempo exíguo desta eleição. No entanto, torço e acredito que esta nova tendência se desenvolva nas próximas eleições, acarretando no início da tão falada “nova política”.