3 Dicas Incríveis Para Evitar As Dívidas

Nesta semana visitei um cliente e tive um relato de sua dificuldade financeira após problemas de saúde. Resolvi então trazer para este segundo artigo o assunto: ENDIVIDAMENTO.

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Este é um assunto um tanto complicado de se admitir, já que grande parte da população só se dá conta dos problemas financeiros quando já estão no fundo do poço. Eu digo que existem dois tipos de endividamentos: o Endividamento Acidental e o Endividamento Dominó.

Endividamento Acidental!? Quer dizer que alguém vai se endividar porquê quer?! Lembra que em nosso primeiro artigo comentei brevemente sobre o comportamento de nós como consumidores? O princípio segue aqui também. Algumas pessoas mal sabem que estão endividadas até o momento em que o ?banco recolhe? todo seu dinheiro da conta. O Endividamento Acidental nada mais é do que a necessidade de uma urgência (como por exemplo: uma cirurgia, troca de peças do carro, a geladeira que queimou etc), ou seja, são situações que fogem do nosso controle e que podem sim ocasionar um endividamento, a não ser que você tenha uma boa reserva financeira (explicarei com mais detalhes em outro artigo, mas é o famoso porquinho ou poupança).

Já o Endividamento Dominó parece com um viciado em jogo, que não sabe o momento de parar. Por ter uma experiência no ramo de instituições financeiras, posso garantir que este é mais comum do que se imagina. Observe a situação a seguir: Uma pessoa compra uma televisão no cartão de crédito e no mês seguinte compra um micro-ondas e no outro mês um sofá e por ai vai. Conhece alguém assim? Este é o tipo de consumidor que não percebe o valor total do produto, apenas o valor da fatura. Por isso ele sempre acha que pode comprar outra coisa. É como um efeito dominó.

Separei alguns dados interessantes para compartilhar, com relação ao percentual de famílias com dívidas no Brasil (fonte: CNC):

- Janeiro: 63,4%, um aumento de 1,2% em relação a 2013;

- Fevereiro: 62,7%, um aumento de 1,2% em relação a 2013;

- Março: 61,0%, uma redução de 0,2% em relação a 2013;

- Abril: 62,3%, uma redução de 0,6% em relação a 2013;

- Maio: 62,7%, uma redução de 1,6% em relação a 2013;

- Junho: 62,5%, uma redução de 0,5% em relação a 2013;

- Julho: 63%, uma redução de 2,2% em relação a 2013.

Podemos observar que apesar da redução a realidade é de que as famílias continuam endividadas ou tornam a se endividar de novo. Segundo o Bacen (Banco Central) a taxa média de juros cobrada das famílias alcançou o histórico patamar de 43,2% ao ano sendo o maior desde 2011. Como resolver o endividamento?!

Deixo três dicas para você diminuir suas dívidas:

1- Cartão de Crédito: Está no pódio como o vilão do endividamento. Não há necessidade de cancelar seu cartão de crédito (exceto se for um consumidor compulsivo), porém interrompa as compras até que possa liquidar de vez o saldo. Se não puder pagar nem mesmo o mínimo do cartão, opte por fazer o parcelamento da dívida que o inibira para novas compras até que finalize o acordo.

2- Cheque Especial: Evite ao máximo utilizá-lo. E se usar, reponha o valor o quanto antes. Ainda que coloque um valor menor será melhor que os juros cobrados sobre o valor total.

3- Empréstimos: Se já estiver nas últimas parcelas não se preocupe em quitá-lo antecipadamente, pois os juros a serem abatidos no final são menores. Dependendo de como estiver suas dívidas o ideal é regularizar o empréstimo e se sobrar algum valor abater em outra dívida. Se a sua dívida for o próprio empréstimo, tente renegociar junto a instituição.

Estes são os 3 principais meios pelos quais as famílias brasileiras se endividam atualmente. Lembre-se de que é importante analisar caso a caso. Faça as contas e veja qual está mais atrasado, qual não tem negociação e qual incide mais juros. Dê atenção aos piores.

A melhor cura para o endividamento é a prevenção, por isso pense antes de sair comprando tudo e evite parcelamentos se você não tem controle.

Espero que tenham gostado e qualquer dúvida estou a disposição.