FILHO LEVADO. EU TENHO...

Dos três filhos que tenho, um é MUITO levado, ou peralta como diriam os mais velhos.

Criar o Gabriel é uma tarefa árdua, diária e sem data para terminar. Acho que só não recebi reclamações dele na primeira escolinha, em São José dos Campos? Afinal o lindo loirinho não falava, não andava, só mamava, sujava fraldas e chorava de vez em quando!

Porém, a partir daí, toró de queixas e lamentos de professores e diretores. A incidência e reincidência eram tão comuns que passei a preferir as teleconferências para não ter de ir à escola e ouvir a mesma ladainha!

Você deve estar pensando que sou uma mãe conformada e aceito a situação. Nada disso, ponho de castigo, tiro as regalias, levei para a terapia, coloquei no judô? Como disse antes, o Gab é um desafio a cada dia. E tudo o que fiz e faço para que ele se adeque a vida em sociedade faço principalmente para o bem dele, da minha família e da escola também.

Afinal, trata-se de uma parceria: Família/escola! Tem mãe que espera que a escola eduque sozinha, o que não é correto, mas tem escola que quer a família como única responsável e normalmente ?culpada?, pela educação dos filhos!

Pra mim é assim: um pouco aqui, um pouco lá? Afinal a atividade fim de uma escola é educar. Hoje em dia o aluno é posto pra fora de classe por qualquer razão, os pais são imediatamente chamados, para que reconheçam a tal culpa e fracasso! Prefiro agir como meus pais: Só vou à escola em casos extremos e o Gab já me levou ao colégio por sérias razões? Fiquei agradecida pelo chamado e tomei as devidas providências.

Porém, quando percebo que a escola me chama para promover um ato quase penitencial, fico em casa.

Não há razões para culpa meu povo! O sistema tem de ser de colaboração, de carinho, como, aliás, já senti várias vezes da parte do colégio dos meus filhos. Mas por favor? Vamos elevar o nível dessa conversa, educar dá trabalho, para a família e para a escola também. Deixem de achar que os nossos filhos são hiperativos, ou maus elementos que precisam de remédios e divã! Acreditem, na maior parte dos casos eles são levados, eles tem é saúde e precisam de disciplina na medida certa!

O meu Gab é levado, saudável, peralta, amável, desatento, gentil, em processo de formação e educação. Ele é um menino de 13 anos amado pela família e por muitos na escola. Por isso faço questão que seja visto sem rótulos que só existem na cabeça de quem ainda não aprendeu o que é educar e tem um peso e várias medidas!