Iniciando... e já comentando sobre espumantes

vinho-tinto

Fugindo à ideia do vinho como status, inicio este blog para conversarmos um pouco sobre esta bebida milenar.
Como a intenção não é formar estudiosos, mas compartilhar momentos, não me aterei tanto às questões técnicas, mas sim aos detalhes mais diretos, mais perceptíveis logo ao pegar uma garrafa, abri-la e começar a degustá-lo.
Digo “degustar” para que cada particularidade comece a ser percebida, e não somente “beber por beber”, ainda mais o vinho, que, independentemente de sua origem e de seu valor, tem muito o que mostrar!

Para começar, creio ser melhor falar de espumantes!
Sei que já passaram as festas de final de ano, mas, como disse logo no início, o vinho não pode ser status, ou somente relacionado a algum momento.
Com o calor que tem feito em todo o Brasil, este vinho é excelente para acompanhar comidas leves, o que também acho a melhor opção, ainda mais com 26ºC à noite…

Desde já explico algumas questões:

1ª: Espumante é vinho! Muitos acham que se trata de outra bebida, especialmente por confundir com sidras, que são feitas de maçã.

2ª: “Espumante”, é a expressão mais genérica, também conhecido como sparkling wine (em inglês) ou mousseux (em francês). Champagne, ou champanhe, é o espumante feito na região de Champagne, no norte da França. Tecnicamente é errado falar “champanhe brasileiro”. O correto é “espumante brasileiro”.

3ª: Alguns possuem escrito no rótulo o modo como foi feito, seja o champenoise (método tradicional) ou o charmat. Como já disse, não vou me alongar no que se refere em minúcias, mas apenas informo que se trata de como ocorreu a fermentação. Tenho minhas ressalvas com a Wikipédia, mas aí vai um link para quem quiser detalhes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Champanhe_(vinho)

4ª: O rótulo pode conter as expressões Doux (Doce), Demi-Sec (Meio-seco), Sec (Seco), Extra-Sec (Extra-seco), Brut (Bruto) e Extra-Brut (Extra-bruto) e o “Nature” (Pas Dose). O mais tradicional é o Brut. Estes termos se referem à quantidade de açúcar. E aqui vai uma dica de quem já experimentou alguns vinhos: não se prenda à quantidade de açúcar, nem ao teor alcoólico que consta nos rótulos. Nem sempre em um vinho de teor alcoólico alto você sentirá aquele gosto forte de álcool. Em muitos o teor é de mais de 15% e parece que nem tem álcool. Mas claro que se tomar a garrafa toda vai senti-lo…

Em regra são feitos das uvas Chardonnay e Pinot Noir.

Para a maioria dos espumantes, pode-se colocá-lo, um pouco antes de servir, em um recipiente com gelo. Não coloque no freezer, para que não congele.
Uma champanheira ajuda, e ainda enfeita a mesa.

São cheios de sabores e aromas, como abacaxi, melão, mel, e até manteiga.
Em outro momento explico o porquê de os vinhos possuírem tantos sabores e aromas.
Os nacionais, muitas vezes, são bem melhores que alguns estrangeiros, além de, em regra, serem mais baratos.
Há os da Pizzato (aproveite, se encontrar, e leve o tinto Concentus, que é excelente!), Casa Valduga, Cave Geisse, Pericó etc., fáceis de encontrar nos mercados.

Como a intenção é aproveitar o momento e conhecer cada vez mais, afastando os preconceitos, prove o máximo de espumantes que encontre e, se forem brasileiros, ainda prestigia o trabalho dos nossos conterrâneos.

Como sugestão para estes dias de verão, comidas leves e rápidas combinam muito bem para um encontro, seja para um casal ou mesmo com amigos, como queijos.
Acho que vão bem o brie, Prima Donna, parmesão, gorgonzola, enfim, escolha os de preferência, e experimente de forma separada o queijo, o espumante, e depois os dois juntos, para entender o que é harmonização, ou seja, o que combina mais.
Assim você vai conhecendo o próprio gosto, e testando novas combinações.
Caso queira cozinhar algo, brusquetas são ótimos acompanhamentos, e assim ninguém precisa passar muito tempo na cozinha, seja para preparar ou limpar depois a louça…

Façam a experiência e depois me contem!

Pedro Poli
Advogado por profissão, e sommelier por formação