MEU PET MANDA EM MIM!

Quem diria, uma Cocker, que completa onze anos em agosto próximo, passou a mandar em mim? O curioso é que esse negócio começou de pouco mais de um ano pra cá.

Em 2000, meu relacionamento passava por uma crise e o meu namorado resolveu dar aos meus filhos um cachorrinho? Fui contra! Perdi? Duas semanas depois lá estava eu dentro de um petshop, escolhendo qual filhote levaríamos pra casa! Uma gaiola de cockers me encantou, mas meu tio que é veterinário havia proibido essa raça? Passei adiante? Não nascia empatia?

Voltei a gaiola de cockers, perguntei quanto tempo eles tem? A vendedora consultou uma prancheta e disse essa ninhada nasceu no dia 17 de agosto. Imediatamente falei: Vamos levar um deles, eles nasceram no dia do aniversário do meu filho caçula. Ótimo, mas eram todos lindos? O que fazer como escolher, não parecia uma adoção e sim um holocausto, todos me olhavam com aquela cara de ?me leva dona?? Botei a mão lá e peguei uma fêmea, outra recomendação do meu tio!

Assinamos os papéis, compramos a caminha, um pacotinho de ração, potes para água e para a comida.  Já no carro começamos a decidir o nome? Olhei para aquele bebê caramelo, com as sobrancelhas arqueadas e falei: ??Ela é tão linda, parece uma artista de cinema. Vamos chamá-la de Meg Ryan? É a atriz favorita do meu então namorado?

Assim que chegamos em casa foi uma festa? Gabriel tinha acabado de fazer  2 anos e ficou extasiado? Estabeleci algumas regras e a Meg, foi criada do lado de fora, com água e comida e sob os cuidados da Babá das crianças? Tinha pouco carinho dos meus filhos e quase nenhum meu, como o meu namoro terminou em seguida, a bichinha ficou órfã de pai.

Ela cresceu, envelheceu e engordou demais? Sempre do lado de fora, até que outro namorado? em 2009 chegou em minha casa! Viu aquela situação e estabeleceu outras regras? A Meg ganhou cama nova, ração light, horário de passei e banhos a cada dez dias! Vida nova, mas passado um tempo o relacionamento acabou e eu assumi o legado de quem salvou a vida da Meg!

Só que bastou dar a mão pra ela querer o corpo inteiro? Agora, se eu chego em casa e não pego a coleira para passear, ela arma um barraco. Ah, só se interessa em ir pra rua se for comigo. Meu horário de levantar de segunda à sexta é 6:15, pois quando estou de folga, nesse mesmo horário ela se põe a fazer escândalo, chora como um bagre e se joga contra a porta. Durante o passeio é pior? Quase cega, leva uma série de tombos, mas sabe o percurso e se eu tento mudar, a criatura empaca!   Dia desse quase levei uma rasteira dela! Se, decido voltar mais cedo, a abençoada faz de conta que não sabe que estamos em frente a nossa casa e ignora o portão! Cocô, agora é feito enquanto passeamos, ela pára inesperadamente, me dá um tranco e começa a roda como um peru bêbado.  Mas isso não tem lugar exato é ela quem escolhe.

A impressão que tenho de tudo isso é que só agora depois de velhinha, a Meg está tendo uma relação com pessoas, um laço afetuoso de uma família. Então é natural que a gente conheça melhor o jeito dela e ela o nosso, nasceu uma troca!

Antes disso, ela comia peças de roupas da Júlia? Minha filha era a mais distante dela e com isso ela punia a menina. Desde que eu me aproximei da Meg, a Júlia também se aproximou e os problemas com as roupas terminaram.

A verdade é uma só, em toda relação a gente tem que dar e receber. Caso contrário, estamos sempre perdendo de alguma forma. Que bom que a gente redescobriu a Meg e ela agora tem uma família de verdade! No próximo dia 17 de agosto vamos comemorar os 13 do Gab e os 11 da Meg!

Bj e uma ótima semana

Mari