Minha aula favorita

Dia desses estudando história com meu filho mais novo, ouvi algo que a princípio me fez rir! Ele me perguntou: ? ?Mãe, você é tão inteligente, sabe de tanta coisa, por que não fez faculdade de medicina? Soltei uma gargalhada? E deixei a questão  sem resposta.

Depois me coloquei a pensar sobre a pergunta. Será que pro meu filho, quem escolhe a profissão de jornalista estuda pouco? Ou ganha pouco? Ou é um Zé mané? Vai entender? Passei a me lembrar de como eu era nos tempos da escola, de como gostava de algumas matérias, como história, por exemplo? Naquele tempo não pensava em ser jornalista, ou médica. Pensava em aprender, em conhecer, em tirar boas notas pra provar pra mim e para um punhado de gente que eu era capaz! Mas a tal indagação ficou me pertubando? O que no meu passado poderia indicar que eu seria jornalista, ou que eu deveria ter escolhido a medicina?

Aí, uma conversa na cantina do meu trabalho me transportou de vez ao passado e me ajudou a resolver a questão! Me lembrei da minha aula favorita! A aula de Educação Física! Duas da tarde, eu já estava com meu tênis Bamba, short vermelho de elanca e a saia de preguinhas, essa era o meu xodó! A aula era no período da tarde, um motivo a mais, além do catecismo,  pra sair de casa!

Faltando meia hora, eu me colocava a caminho da escola! Mal cabia dentro de mim de tanta felicidade. Antes da professora chegar Dona Móia, uma mulher brava feito o cão, a gente conversava muito, era só menina na aula?

Quando a ?sora? chegava era hora de ser feliz, de jogar vôlei, basquete e queimada, às vezes, tinha atletismo, mas alí a gente extravasava! Do jeito menina de ser só sobrava a saia, era preciso força e suor, gritos e sempre vencia o melhor. No fim a sensação de que a vida sempre ficava melhor depois da aula de Educação Física, a impressão que eu tinha era de que a cada aula eu crescia, amadurecia, sei lá! E quando eu chegava em casa tinha pão com manteiga de depois da aula? Na verdade, pão com doriana? Acho que essa paixão pela educação física não permitiria que eu fosse uma boa médica, mas me ajudou a ser Jornalista e gostar dessa vida onde a adrenalina está sempre em alta, uma guerra todos os dias!

Bj grande

Mari