Mogi das Cruzes - 454 Anos

No dia 1º de Setembro comemora-se o aniversário da cidade que completa 454 anos de existência.

Criamos um artigo para contar um pouco mais sobre a história desta cidade tão importante para a história de São Paulo e do Brasil.

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bandeirantes<em>em</em>mogi<em>das</em>cruzesA história de nossa cidade se inicia em 1560, quando o bandeirante Braz Cubas que, se embrenhado pelas matas do território pelas margens do Rio Anhembi, conhecido hoje como Rio Tietê chegou a estas terras.

Outro bandeirante Gaspar Vaz abriu o primeiro caminho de acesso de Mogi para São Paulo, dando inicio assim ao pequeno povoado, que mais tarde se tornou vila no dia 17 de agosto de 1611, com o nome de Vila de Sant?Anna de Mogy Mirim.

Em 1601 fica pronta a primeira ligação entre São Paulo e Mogi das Cruzes, favorecendo o trânsito de paulistanos como Gaspar Vaz, fundador do município, que deixou suas atividades para dedicar-se à formação do povoado de Mogi Mirim (Boigy). Nesse mesmo ano não existiam mais tribos indígenas, começando assim o povoamento do Alto Tietê.

Gaspar e seus companheiros embrenharam-se nas matas a pedido do governador. Durante dez anos povoaram a região com suas famílias. Quase não há registros sobre esse período, os únicos registros que foram encaminhados ao governador D. Francisco de Souza, são os pedidos de sesmarias, que o governador cedeu favoravelmente a Gaspar e outros beneficiados, tais como o padre João Álvares, Antonio Fernandes, Francisco Vaz Coelho, Domingos Agostim, Braz de Piña e Gaspar de Piña.

O povoamento que se tornou em Mogi das Cruzes surgiu dentro das terras de Gaspar Vaz, embora todas as terras cedidas aos seus companheiros fossem próximas umas das outras.

Em 1º de setembro de 1671 foi criado o município, através de um alvará. A Lei nº 5, de 13 de março de 1855, elevou-se à cidade, sendo posteriormente elevada à comarca em 10 de abril de 1874.

Como município, foi criado com a freguesia de* Sant?Anna de Mogi das Cruzes*. A origem do nome prende-se à palavra indígena ?boygi?, que significa ?Rio das Cobras?, nome que se atribuía ao Rio Tietê. De ?boygi? passou a Mogi, sendo acrescentado ?das Cruzes? devido à possível existência de três cruzes no adro da Igreja local ou pela linguagem popular que tratou de acrescentar o termo ?cruzes?, ao nome oficial da vila, de acordo com tese de Dom Duarte Leopoldo e Silva, confirmada pelo historiador e professor Jurandyr Ferraz de Campos. ?Era costume dos povoadores sinalizar com cruzes os limites das vilas?.


* CONHEÇA ALGUMAS CURIOSIDADES DE NOSSA HISTÓRIA:*

* A LENDA DO ESCRAVO SEBASTIÃO*

O caso aconteceu em 1839. Algumas pessoas dizem que o escravo Sebastião, pertecente a um agricultor de São José  do Paraitinga, hoje atual cidade de Salesópolis, dizem que o escravo feriu o seu patrão em legistima defesa, foi processado, julgado  e condenado a morte. Foi enforcado em meio de muitas pessoas, conta a lenda que no dia da execução havia um grande número de pessoas que rodeavam a forca, levantada no local onde hoje se encontra a Rua Dr. Cândido Vieira. O carrasco passa-lhe a corda no pescoço do condenado mas ela se rompe. Novamente a cena se repete, e a corda se rompe, deixando um ar assustador. Numa terceira tentativa, diante dos expectadores, a corda se rompe. O povo já cansado exigia que suspendessem a execução, aos gritos de ?É inocente?!?. Quando no local passa um tropeiro que oferece um laço traçado com tiras de couro ao carrasco, finalmente, o escravo é enforcado.

Conta a lenda que o tropeiro deixou o local e não andou muito, pois saiu em disparada junto ao seu cavalo para um precipício, tendo uma morte horrível.

Até hoje, os devotos do patrono de enforcamento ali vão solicitar suas graças acendendo inúmeras velas, numa cena que se repete há dezenas de anos e que revive em cada chama o drama.


* A LENDA DA MENINA DA PIPOCA*

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Segundo o historiador mogiano Profº Glauco Ricciele, o trágico fato ocorre na tradicional família mogiana Melo Freire que no ano de 1879 deixava toda a pacata Mogi das Cruzes sensibilizada com o ocorrido. Segundo conta a lenda urbana, Josefina Augusta, matriarca da família, estava acompanhada de sua terceira filha Benedicta Georgina de apenas 2 anos em sua casa, quando escuta sons de batuque e rezas nos arredores de sua casa, hoje rua Senador Dantas.

Josefina vai até a janela para descobrir de onde vinham os sons e depara-se com uma procissão de São Benedito acompanhada Congada e Marujada.

Josefina não queria que sua pequena Benedicta observa-se a procissão de um santo negro juntamente com escravos devotos. Quando decide entreter sua filha com pipocas e lhe dá uma vasilha e infelizmente na primeira pipoca Benedicta engasga-se e morre nos braços de sua mãe.

A sociedade mogiana na época associa a morte da criança como castigo de São Benedito. Desde a morte da pequena garota milhares de pessoas visitam seu jazigo no Cemitério São Salvador, acreditando que a inocente criança realiza milagres.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=N3xRQI4S7XM#t=29 ? Profº Glauco Ricciele P. L. C. Ribeiro


DANÇAS RELIGIOSAS

Nas grandes festas da cidade,especialmente durante as festa do Divino, a sempre uma parte folclórica, em que não faltam danças como a Congada, Moçambique e Marujada.

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Congada: A coreografia consiste em manobras com espadas, que simbolizam um combate. Durante toda a dança, os participantes da Congada cantam e tocam vários instrumentos, tais como: violas, cavaquinhos, reco, bumbos e caixas.

Em Mogi os seus membros vestem blusão recoberto de fitas de várias cores, calça e tênis branco. Na cabeça usam um ?bide? enfeitado com fitas coloridas.

Moçambique: Uma dança dedicada a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário, o Moçambique é muito popular em Mogi, sua dança tem um caráter profundamente religioso, todos os integrantes frequentam a Igreja católica com habilidade e para eles a dança é uma prática religiosa.

Marujada: Também homenageai São Benedito e retrata o aspecto de luta no mar Cristão contra Mouros ou infiéis.


MOGI NA 2° GUERRA MUNDIAL

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Na Europa dos anos 30 surgiu administrada por governos totalitários e com fortes objetivos militares.

No ano de 1939, quando o exército alemão invadiu a Polônia, a França e a Inglaterra declaram guerra contra a Alemanha.

O período de 1939 a 1941 foi marcado por várias vitórias do ?Eixo? formado por Alemanha, Itália e Japão.

No ano de 1941 o Japão tacou a base militar norte-americana de Pearl Harbor no Havaí. Logo após esse fato, que os americanos consideram como uma traição, os EUA entraram no conflito ao lado das forças ?Aliadas? (lideradas por Inglaterra, URSS, França e EUA)

De 1941 a 1945 começaram as derrotas do Eixo, iniciadas com as perdas sofridas pelos alemães no rigoroso inverno russo.

O Brasil começa diretamente mandando para a Itália os pracinhas da FEB Força Expedicionária Brasileira. Cerca de 25 mil soldados enviados conseguiram conquistar a região de Monte Cassino, para onde foram enviados, foi uma importante vitória ao lado dos Aliados.

Esse triste conflito teve seu fim em 1945, com a rendição dos países do Eixo. O Japão foi o ultimo país a assinar o trado de rendição, e sofreu ataques do EUA que despejaram bombas nucleares nas cidades de Hiroshima e Nagazagui.

Mogi foi à cidade que mais contribuiu com soldados para a Força Expedicionária Brasileira, foram enviados 400 mogianos para a batalha.

Mogi também se destaca por ser a primeira cidade que tem uma associação de ex-combatentes, fundada em 8 de maio de 1947.

Os combatentes foram enviados a Pistoia, cidade da Itália que é citada no* hino de Mogi das Cruzes.*

Dentre os 400 soldados 8 deles* morreram em combate: Américo Rodrigues Dasambiagio, Antonio Castilho Gualda, Francisco Franco, Hamilton da Silva e Costa, *Otto Unger, Jamil Daglia, Abílio Fernandes e Brasílio Pinto de Almeida.

Os ex-combatentes mogianos, que participaram da 2ª Guerra Mundial, ganharam um espaço especial para celebrar a memória deste episódio marcante na história de Mogi das Cruzes: o Centro de Cultura e Memória Expedicionários Mogianos.

Veja também:

*Mogi das Cruzes na Revolução de 1932 *