O caráter alimentar dos honorários advocatícios

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Muito comum nos dias atuais, quando se tem um amigo advogado pensar: ?vou levar para ele dar uma olhadinha no processo?, ?você acha que eu tenho direito?, ?bater um contrato?, ?probleminha fácil de resolver?, ?dar uma ligadinha para tirar uma dúvida?.

Advogados não solucionam esse tipo de problema. Processos trabalhistas, cíveis, criminais, consultas e contratos são frutos de muito estudo e requerem muita dedicação. E também não pense que será de graça ou ?baratinho?.

Sem quebra de reverência, há de ser afirmado que os honorários advocatícios têm caráter alimentar, pois o advogado deles sobrevive, tanto para manter em boas condições seu escritório (aspecto profissional), como, principalmente, sustentar a si próprio e à sua família.

Fez-se necessária a digressão da natureza alimentar, para revelar a importância do instituto, vez que se destina precipuamente à sobrevivência do profissional liberal do direito.

Pode-se dizer sem receio algum, que os honorários advocatícios destinados aos advogados tem a mesma função e propósito dos salários e remunerações da Magistratura, do Ministério Público e de qualquer outro trabalhador nesse país.

Bom aportar, principalmente daquele que nunca teve seu escritório de advocacia, que a atuação do advogado não está presa e limitada exclusivamente ao caderno de folhas do processo.

Nada disso.

O advogado recebe o cliente em seu escritório, analisa a situação fática, procede ao enquadramento legal, orienta, aconselha, verifica a melhor estratégia jurídica, estuda, pesquisa, novas reuniões e encontros, telefonemas, e-mails, ombreando-se na alegria e tristeza com o seu constituinte.

E para o exercício da advocacia, necessário que o advogado receba condizentemente frente aos seus serviços prestados nos processos sob sua responsabilidade profissional.

Assim, diante de todas essas considerações, importante entender essa respeitabilidade quanto aos honorários advocatícios, jamais podendo ser tratado como se fosse um óbulo, mas sim pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido, no qual o advogado assumi o problema do cliente, levando a ele conforto, paz e segurança de que alguém está cuidando dos seus interesses.

Abraços cordiais.

Filipe Murad Semião, adv.

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