O começo

Ufa. Vamos lá.

Já tem algumas semanas que estou para estrear aqui neste espaço. Só não aconteceu, até hoje, porque tudo ? mesmo ? resolveu acontecer. E ainda está acontecendo, mas percebi que tinha de fazer uma escolha: ou entrava de cabeça ou abria mão.

Apesar de eu não acreditar naquela conversa de inferno astral ? aquele período de um mês que antecede ao nosso aniversário e que muita gente acredita ser terrível -, este ano eu fiquei com a pulga atrás da orelha.

Algumas semanas antes do meu aniversário, a correria no trabalho se intensificou. E, sinceramente, eu sempre agradeço pela correria no trabalho, pois é sinal que estamos acertando e, por isso, novos projetos estão surgindo. Uma agenda apertada é, de certa forma, sinal de reconhecimento.

E, enquanto estava na correria, também aproveitava para ignorar uma dor constante no meu rosto. Quando a dor se tornou insuportável, fui ao dentista para confirmar algo que eu já desconfiava: um diagnóstico de disfunção da articulação temporomandibular (DTM). A dor é quase que insuportável, porque não se concentra apenas na mandíbula, mas irradia para a cabeça, o ouvido e o pescoço.

O tratamento é demorado e, no meu caso, antes de começar a tratar o problema em si, é preciso controlar o processo inflamatório.

Enquanto escrevia isso, fiquei pensando em como a gente admira aqueles atletas que, mesmo machucados, seguem em frente, concluem a prova, ganham medalhas. Bom, na vida real, a gente não ganha medalhas por seguir em frente. Na vida real, a gente só conta com satisfação pessoal. É você saber que você conseguiu. Ainda que ninguém mais saiba.

Antes de tudo isso acontecer, eu me pegava pensando no que iria escrever neste espaço, quando finalmente estreasse nele. Mas nunca pensei que estaria aqui, falando sobre DTM.

Talvez este seja o primeiro texto que eu escrevo que você esteja lendo. Mas, eu prometo, não sou chata desse jeito o tempo inteiro. Eu sempre acreditei que a primeira impressão é importante, mas não é a única. A gente sempre pode mudar de ideia.

Ou, citando uma frase de Casablanca, ?Louis, eu acho que este é o começo de uma bela amizade.?

Até a próxima!