O declínio da compra coletiva no Brasil

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As compras coletivas surgiram em 1999 com o site Mercata. O modelo de negócios desta startup era oferecer produtos de tecnologia para que usuários cadastrados pudessem se agrupar e comprar o mesmo produto, conseguindo assim descontos maiores do que o comum.

Resumindo, a ideia era bem simples: quanto mais compradores, maior o desconto, a velha estratégia da barganha.

Porém, em 2001 o site foi fechado por não conseguir competir com sites como o amazon.com, além de seu plano de abertura de capital na bolsa ter fracassado por conta do estouro da bolha de empresas digitais nos EUA.

Quase uma década depois do fechamento do Mercata, o modelo de compra coletiva se reinventou nos EUA e passou a ser uma ferramenta de marketing digital e não um simples canal de venda. Com os internautas pesquisando cada vez mais e tornando-se mais ativos nas redes sociais, as empresas perceberam uma maneira barata de divulgar sua marca, além de uma oportunidade de atrair novos clientes e fidelizá-los.

Descontos agressivos de até 90%, inviáveis pensando somente no lucro da empresa, quando vistos como uma ferramenta de marketing passam a ser uma pechincha se comparados com o valor de outros tipos de campanhas publicitárias como em TV, jornais e revistas.

Entretanto, ao chegarem no Brasil, os sites de compra coletiva não foram utilizados como canal de marketing digital. Atraídas pelo dinheiro fácil, esses sites focaram suas estratégias no rápido crescimento e no tamanho de suas equipes comerciais. Não são raros os relatos de vendedores destes sites que fizeram pequenas fortunas durante o boom das compras coletivas.

A grande maioria desses sites, cegos pelo brilho do dinheiro fácil, ?se esqueceu? de explicar ao empresário brasileiro que a compra coletiva (pelo menos a que deu certo lá fora) é um canal de marketing digital, e não uma forma de fazer dinheiro rápido ou desovar produtos e serviços de segunda linha. Foram inúmeros os problemas vividos por usuários e empresários, o que prejudicou a fama das ofertas de compra coletiva por aqui.

Mas se a compra coletiva já não vive mais os seus dias de glória, é indiscutível que o marketing digital veio para ficar e cada vez mais ganhará espaço na estratégia das empresas. O marketing digital é um canal mais democrático e assertivo, pois é acessível a pequenas empresas por ter opções de baixo custo. Além disso, proporciona a medida exata do retorno sobre investimento, o que convenhamos, é bem difícil no caso das mídias tradicionais como jornais e televisão.

Então, se a compra coletiva brasileira está em declínio, mas o marketing digital veio para ficar, qual seria a bola da vez?!

Se os internautas em busca de um produto ou serviço antes utilizavam a internet para comparar preços, hoje essa busca é muito mais profunda. Eles também querem saber a reputação da empresa e do produto ou serviço! É neste contexto que os guias colaborativos ganham cada vez mais usuários.

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