Olá, Manada!

Olá, Manada!

Primeiramente, eu gostaria de parabenizar a equipe do Elefante Verde Ponte Nova pelo sucesso do site!

Fiquei muito feliz pelo convite dos meus queridos amigos Giancarlo Gomides e Rafael Corcini para postar no blog do site e também fazer parte desta Manada!

A partir de hoje, postarei várias histórias e críticas relacionadas à Cultura, especialmente Música, área que atuo.

Pra quem ainda não me conhece, eu gostaria de me apresentar.

Meu nome é Bruno Felga de Castro. Nasci em Ponte Nova/MG no dia 07 de outubro de 1984. Recém-nascido, fui pra Governador Valadares/MG, onde morei até os 11 anos de idade. Em 1996 me mudei pra São José do Goiabal/MG, uma cidade pequena (porém, muito simpática) com pouco mais de 5 mil habitantes. Lá foi o início de tudo?

Quando criança eu tive muito pouco contato com a música, mas minha mãe era muito afinada (ainda é) e adorava cantar trechos de músicas de Chico Buarque, Elis Regina, Gal Costa, Simone, etc. Meu pai gostava de sertanejo. Viajávamos sempre ouvindo Zezé di Camargo & Luciano, Leandro & Leonardo, etc, e de vez em quando Demis Roussos, ABBA e Fagner. Lembro que minha irmã e eu adorávamos Turma do Balão Mágico, inclusive temos os LPs até hoje.

Durante a adolescência, em São José do Goiabal, eu ouvia Iron Maiden, Metallica, Helloween, etc, e meus ídolos eram Nicko McBrain, Lars Ulrich e Uli Kush, mas até então nunca havia passado pela minha cabeça que eu poderia tocar bateria ou qualquer outro instrumento.

Um belo dia, eu estava na casa de um amigo e ouvi a música Infinita Highway (Humberto Gessinger) do álbum Alívio Imediato (1989) dos Engenheiros do Hawaii. Meus amigos e eu ficamos agitados e cada um pegou algo que poderia servir de instrumento. Um pegou uma vassoura e fingiu que era uma guitarra, o outro pegou qualquer coisa e fingiu que era um microfone, e eu usei os talheres como baquetas pra bater nas latas, garrafas e copos que estavam na mesa. Fiquei muito surpreso e empolgado, pois eu realmente estava acompanhando o ritmo da música. Naquele momento decidi que eu queria ser baterista. Foi uma emoção muito grande!

Montamos uma banda, porém, não tínhamos instrumentos. Então tive que improvisar uma bateria. O chimbal era um cinzeiro de bronze, a caixa era uma lata de cera de carro, os tambores eram vasilhas de arroz, feijão e farinha de diferentes tamanhos, os pratos eram tampas de panelas e uma roda de arado enferrujada que estava jogada no quintal. Eu tocava o dia inteiro lá em casa e tive o apoio dos meus pais, que ficaram bastante emocionados quando me viram tocando ?bateria?.

Fomos ensaiar na casa de um dos integrantes da banda. Uma das irmãs dele disse que éramos péssimos e jamais subiríamos num palco pra fazer um show. Lembro-me muito bem desse dia. O irmão dela desistiu, mas eu não.

Batizamos a banda de The Phuntos. Tivemos o apoio de todo o povo goiabalense e no dia 29 de janeiro de 1999 fizemos o primeiro show na porta de um bar. O bar era do dono dos instrumentos e equipamentos de som e luz, que estavam guardados no terraço da casa dele pegando poeira até o dia que o pai do guitarrista resolveu botar pra funcionar junto com a gente. Ele nos deu a maior força!

O show foi um sucesso! Tinha gente chorando, sorrindo, cantando, pulando! Realmente, tocávamos muito mal e o repertório não era dos melhores. Tinha desde Os Paralamas do Sucesso até Iron Maiden. Não que as músicas fossem ruins, mas não tínhamos noção nenhuma de seleção de repertório, apenas fomos colocando as músicas mais fáceis de tocar. Pra se ter ideia, a música que fez mais sucesso no show foi ?Presente de um Beija-flor?, do Natiruts, que tocamos num tom errado e depois tivemos que repeti-la no tom certo.

Depois disso muita água rolou e eu mudei pra minha terra natal em 2001. Tentei fazer contato com alguns músicos daqui, mas, infelizmente, naquela época não consegui tocar com ninguém, apenas algum tempo depois, quando montamos a banda Officiais e fizemos certo ?barulho? na região.

Em 2002 me mudei pra Belo Horizonte, onde morei durante 2 anos e meio. Lá ganhei muita experiência (e um pouquinho de dinheiro) e voltei pra Ponte Nova com o objetivo de trabalhar como produtor realizando eventos na região.

Realizei vários eventos e fiz muitos amigos, como a Dona Lilá, que foi jurada no Fest in Vale, festival de música que idealizei, organizei e apresentei no Ginásio do Palmeirense, em 2003. No mesmo ano ela me apresentou seu filho, Tunai, e nos tornamos grandes amigos. Produzi vários shows dele na região e até em outros estados. Até que um dia tive a oportunidade de tocar com ele e nunca mais parei. Atualmente, além de ser o baterista da Banda T, que o acompanha por todo o país, também sou empresário, produtor, assessor de imprensa, roadie, etc. Através de Tunai conheci artistas, produtores, empresários, compositores, etc, importantíssimos pra música popular brasileira. Inclusive, tive a oportunidade tocar com alguns deles, como Milton Nascimento, Wagner Tiso, Paulinho Pedra Azul, Vander Lee, Geraldo Azevedo, Jane Duboc, Victor Biglione, Robertinho Silva, entre outros.

Além de Tunai, hoje também atuo como baterista e produtor do meu irmão, Rodrigo Felga, que influenciado por mim, acabou seguindo meus passos. Rodrigo foi estudar no CEFET, em Rio Pomba/MG, e voltou tocando violão e cantando. Tomei o maior susto! Ele já estava pronto, então fomos logo comprando os equipamentos e agendando os shows. Hoje temos uma banda composta por músicos maravilhosos e fazemos shows por toda a região. Temos um projeto aprovado pela Lei Estadual de Incentivo a Cultura e em breve gravaremos nosso primeiro CD.

Bem, acho que resumi ao máximo a minha apresentação!

Pra finalizar, deixo algumas dicas:

Já estão nas bancas de Ponte Nova os dois primeiros CDs de Milton Nascimento: Milton Nascimento 1967 e Clube da Esquina; lançados pela Abril Coleções. O primeiro CD custa R$ 9,90 e o segundo R$ 18,90. No total são 20 CDs que serão lançados semanalmente. Pra quem gosta de folhear o encarte, ver as fotos, ler as letras das músicas e a ficha técnica e depois ficar namorando o CD na estante, sem dúvida é uma grande oportunidade!

Hoje assisti ao DVD Live in Bucharest: The Dangerous Tour (1992), de Michael Jackson, ao lado do meu filho, Pedro, de 5 anos, e ficamos ?chapados?! Quando a música é boa, ela nos emociona e nos arrepia. Foi assim durante os 122 minutos de show. Recomendo a todos este DVD, que custa apenas R$ 19,90 nas Lojas Americanas.

Falando em Pedro, além de ter um tremendo bom gosto musical, ele também é afinadíssimo! Não pensem que estou sendo pai coruja não, pois vocês podem conferir neste link: http://youtu.be/5d8efLTkHso. Assistam e depois me digam se tenho razão ou não.

Abraços Musicais e até o próximo post!