Os 10 melhores filmes de todos os tempos

Não são poucas as listas de melhores filmes assinados por críticos e apaixonados do cinema. Mas quem não gosta de dar palpites e escolher suas obras preferidas, seja no cinema, quadrinhos, games e literatura? Rende, no mínimo, uma boa conversa com os amigos!
Partindo deste princípio, o Elefante Verde preparou uma lista com os dez filmes que foram considerados por muitos cineastas de renome, como Nuri Bilge Ceylan, Quentin Tarantino, os irmãos Dardenne, Terence Davies, Guillermo del Toro, Martin Scorsese, Olivier Assayas, Michael Mann, Guy Maddin, Francis Ford Coppola e muitos outros,como sendo os melhores da na história do cinema.
Esperamos que essa lista possa faze-los lembrar ou conhecer essas grandes obras cinematográficas, que emocionaram, divertiram, inspiraram e até chocaram os amates da sétima arte por décadas!
Esse post contem spoilers bem leves sobre a trama do filme, então se não quiser estragar nenhuma surpresa pare por aqui!!

A Doce Vida (1960), de Federico Fellini

O filme passa-se em Roma e conta a história de Marcello Rubini, um jornalista especializado em histórias sensacionalistas, que passa a cobrir a visita da atriz hollywoodiana Sylvia Rank, por quem fica fascinado. Através dos olhos deste personagem, Fellini mostra uma Roma moderna, sofisticada, mas decadente, com os sinais da influência norte-americana. O repórter é um homem sem compromisso, que se relaciona com várias mulheres: a amante ciumenta, a mulher sofisticada em busca de aventura, e a atriz de Hollywood, com a qual passeia por Roma, culminando no ponto alto do filme, a famosa sequência da Fontana di Trevi.
Dentre os momentos mais importantes do filme, está aquele na qual duas meninas atraem uma multidão, ao fingirem ver uma aparição da Virgem Maria nos subúrbios de Roma; e quando o personagem Steiner, um intelectual e colega de Marcello, que vive com a sua família numa aparente harmonia, comete o assassinato dos seus próprios filhos (um casal de crianças) e se suicida em seguida. Após a morte de Steiner, Marcello embarca numa vida de orgias e, numa destas ocasiões, pela manhã, caminha pela praia em busca de um monstro marítimo morto, o final simbólico do filme.

O Poderoso Chefão (1972), de Francis Ford Coppola

Indiscutivelmente é uma das obras-primas do cinema americano. Marcou a carreira de Marlon Brando no papel principal do filme. Baseado no best-seller de Mario Puzo, O Poderoso Chefão é um verdadeiro fenômeno cultural que ultrapassou US$ 100 milhões de arrecadação, contando a história da família Corleone. Don Vito Corleone é o líder de uma família mafiosa de Nova York. Problemas surgem quando um gângster apoiado por outra família da Máfia, Sollozzo, anuncia suas intenções de começar a vender drogas em toda Nova York. Don Vito odeia drogas. A rivalidade entre os dois nasce dessa discordância a ponto de Sollozzo tramar o assassinato de Don Vito, mas o tiro sai pela culatra e Don Vito não morre. O fantástico elenco tem Al Pacino encarnando o filho de Don Vito, Michael Corleone. James Caan é Sonny Corleone, Robert Duvall é Tom Hagen, John Cazale interpreta Fredo Corleone, Talia Shire (irmã de Coppola) é Conni Corleone e Diane Keaton vive Kay Adams. O Poderoso Chefão recebeu três estatuetas do Oscar, nas categorias de Melhor Filme, Ator (Marlon Brando) e Roteiro Adaptado, por Mario Puzo e Francis Ford Coppola. Foram 11 indicações, incluindo Ator Coadjuvante para Al Pacino, James Caan e Robert Duvall. Marlon Brando recusou o Oscar e não compareceu à cerimônia por achar que os Estados Unidos, especificamente Hollywood, discriminaram os povos indígenas.

Casablanca (1942), de Michael Kurtiz

Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos fugitivos tentavam escapar dos nazistas por uma rota que passava pela cidade de Casablanca. O exilado americano Rick Blaine (Humphrey Bogart) encontrou refúgio na cidade, dirigindo uma das principais casas noturnas da região. Clandestinamente, tentando despistar o Capitão Renault (Claude Rains), ele ajuda refugiados, possibilitando que eles fujam para os Estados Unidos. Quando um casal pede sua ajuda para deixar o país, ele reencontra uma grande paixão do passado, a bela Ilsa (Ingrid Bergman). Este amor vai encontrar uma nova vida e eles vão lutar para fugir juntos.

Cidadão Kane (1941), de Orson Welles

Precocemente, aos 26 anos, Orson Welles já demonstrava toda a sua genialidade neste grandioso filme que influenciou toda a história do cinema. Para contar a vida de um magnata da imprensa, visivelmente inspirado em William Randolph Hearst, Welles usou velhos recursos cinematográficos, como flashbacks, e incorporou inovações impressionantes para a época, como a narrativa não linear e ângulos de câmera inusitados. Mesmo após mais de 60 anos de sua estréia, Cidadão Kane é ainda um ponto de referência para a evolução da linguagem cinematográfica. Considerado por toda crítica mundial um dos melhores filme de todos os tempos.

2001: Odisseia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick

“2001: Uma Odisséia no Espaço” é uma contagem regressiva para o futuro, o mapa para o destino da humanidade, uma indagação para o infinito. Ele é fascinante, vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Especiais, mostra o drama entre a máquina e o homem envolto em música e movimento, um trabalho tão influente que Steven Spielberg o comparou com o “Big Bang” dos produtores de sua geração. Talvez seja o maior trabalho do diretor Stanley Kubrick (que escreveu o roteiro junto com Arthur C. Clarke) que ainda inspira e fascina inúmeras gerações. Para começar sua viagem pelo futuro, Kubrick visita nosso passado ancestral, então salta milênios (em um dos maiores cortes já concebidos) para o espaço colonizado onde o astronauta Bowman (Keir Dullea) entra realmente no universo, talvez até para a imortalidade.

Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola

Apocalypse Now é uma das mais chocantes e realistas visões que o cinema já teve sobre a Guerra do Vietnã. O conflito serve como pano de fundo para a missão do Tenente Willard (Martin Sheen), soldado experiente que deve buscar e destruir uma base militar renegada. O comandante dos rebeldes é o Coronel Kurtz (Marlon Brando), um condecorado oficial americano que, inexplicavelmente, abandonou seu posto. As ordens de Willard incluem o extermínio de Kurtz, mas a caminho de seu alvo ele desenvolve uma estranha admiração pelo Coronel, o que tornará o sucesso de sua missão mais difícil. O diretor Francis Ford Coppola mostra, através de sua câmera, toda a loucura que marcou o conflito, e recebeu por isso três Oscars: Melhor Ator Coadjuvante (Robert Duvall), Melhor Som e Melhor Fotografia. Também recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Psicose (1960), de Alfred Hitchcock

Psicose começa com a secretária, Mary Crane (Janet Leigh) dando um desfalque de 40 mil dólares na imobiliária onde trabalha. É uma tarde quente de sexta-feira e ela pede licença ao patrão para sair mais cedo, e leva consigo o pacote contendo o dinheiro, certa de que seu crime somente seria percebido após o final de semana. Com pouco mais de dois dias para fugir, Mary sai dirigindo sem destino pelas estradas. Cansada, vai parar no Motel Bates, um lugar decadente, que quase fechou suas portas após o desvio da autoestrada.
Lá, é recepcionada por um simpático mas estranho e tímido rapaz, Norman Bates (Anthony Perkins), totalmente dominado pela mãe. Norman convida Mary para comerem um sanduíche com leite em sua casa, mas a mãe de Norman briga com ele, e eles comem em uma saleta. Depois disso, Mary decide tomar um banho, mas é brutalmente esfaqueada pela mãe de Norman, no chuveiro. Preocupada, a irmã de Marion, Lila Crane (Vera Miles), faz de tudo para tentar encontrar a então desaparecida Mary, junto com o namorado da mesma, Sam Loomis (John Gavin) e o detetive Arbogast (Martin Balsam). Mas, quando este tenta falar com a mãe de Norman, a própria o assassina com facadas.
Depois, Lila e Sam vão até o xerife da região, Al Chambers (John McIntire), e ficam sabendo que a mãe de Norman estava morta há mais de dez anos. Então, se a mãe de Norman Bates está morta, surge a dúvida sobre quem teria matado Marion. Lila e Sam vão até o motel, e descobrem algo impressionante: Norman Bates se passa por sua mãe, pois nele ela ainda continua viva em sua mente, sendo que quem comete todos os assassinatos é Norman Bates que se veste como sua mãe para cometer os crimes.

E o Vento Levou (1939), de Victor Fleming

Narra a complicada vida de Scarlet O’Hara (Vivien Leigh), seus amores e desilusões em um período que tem a Guerra Civil Americana como pano de fundo. Clark Gable é Rett Butler, um vivido aventureiro que passa pela vida de Scartlet, em uma relação de amor e ódio marcada por conflitos já clássicos e cenas inesquecíveis de amor. Praticamente o inventor das telenovelas, devido aos conflitos constantes de emoções manifestadas e o romance como tema – não necessariamente por uma outra pessoa, e sim por uma causa, lugar ou qualquer outra coisa que se refira sentimentalmente ao personagem.

Um corpo que cai (1958), de Alfred Hitchcock

Em São Francisco, James Stewart interpreta um detetive com medo de altura, contratado para seguir a esposa de um amigo (Novak) com tendências suicidas. Após resgatá-la de uma queda na baía, ele se torna obcecado pela bela e atormentada mulher. Um dos mais arrepiantes romances do cinema, apresenta uma fascinante miríade de inusitados ângulos de câmera de algumas das mais renomadas paisagens de São Francisco. Vertigo é considerado a obra prima do mestre Hitchcock.

Taxi Driver (1976), de Martin Scorsese

Em Nova York, um homem de 26 anos (Robert De Niro), veterano da Guerra do Vietnã, é um solitário no meio da grande metrópole que ele vagueia noite adentro. Assim começa a trabalhar como motorista de taxi no turno da noite e nele vai crescendo um sentimento de revolta pela miséria, o vício, a violência e a prostituição que estão sempre à sua volta. Perde bastante noção das coisas quando leva uma bela mulher (Cybill Sheperd), que trabalha na campanha de um senador, para ver um filme pornô logo no primeiro encontro, mas tem momentos de altruísmo ao tentar persuadir uma prostituta de 12 anos (Jodie Foster) para ela largar seu cafetão, voltar para a casa de seus pais e ir para a escola. Porém, em contra-partida, compra quatro armas, sendo uma delas um Magnum 44, e articula um atentado contra o senador (que planeja ser presidente) e para quem sua amiga trabalha.

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