Pessoal e Profissional

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Fazer o que gosta é legal. Fazer o bem é ótimo. Ganhar dinheiro com isso? melhor ainda.

Em uma conversa bacana com uma profissional de Coach, escutei uma coisinha bem curiosa. A Coach disse que vêm surgindo uma vertente entre o terceiro e segundo setor, que foi denominado setor 2,5. São aquelas pessoas que querem fazer o bem para outras pessoas ou por uma causa e também querem ganhar dinheiro. Interessante demais pensar assim e olhando para fora (e para dentro) é realmente algo que vem acontecendo corriqueiramente.

Isso faz pensar no quanto a vida profissional está ligada à vida pessoal. Se antes o negócio era separar os dois, hoje, com a tecnologia vigente e as formas de relacionamento em rede, não há mais separação. Não tem como ser duas pessoas diferentes, uma no trabalho, uma na ?rua?.

Algumas empresas, em seu processo de seleção, investigam, pelas redes sociais, a vida do candidato. Seus gostos, sua afinidade política, social, fotos, postagens e até brincadeiras. Outro dia mesmo li um texto sobre um processo seletivo diferente. A empresa separou os candidatos em equipes e deu a missão de realizar compras no supermercado. O comportamento durante todo o tempo foi avaliado, através das câmeras de segurança do local e consumidores ?contratados?. Atitudes como atrapalhar a passagem de outras pessoas no corredor, ser cordial com os profissionais que ali estavam, ser educado ao responder aos outros consumidores questões como ?onde você encontrou esse produto??  foi levado em consideração. Eu gostei da ideia. Ser apenas uma profissional muito inteligente tecnicamente, hoje, já não interessa mais às empresas. É preciso ter mais atitude humana, bom senso, flexibilidade e cooperação. Essas características são as que unem a vida profissional à pessoal.  Outra empresa que divulgou em vídeo seu processo de seleção, a Heineken, foi muito feliz na construção dessa necessidade. Algo que todos podem levar como exemplo, tanto para contratar, quanto para ser contratado.

Ajudar é muito prazeroso. Penso que ensinar é a melhor doação. E para essa doação é preciso ter dois lados. O que ensina e principalmente o que quer aprender. Ensinar a pescar é sempre muito legal. Querer pescar também. Querer realizar as coisas e querer desenvolver. Essa troca, essa combinação faz muita diferença lá na frente. É uma troca justa. Ajudar uma instituição séria (financeiramente ou com trabalho) é excelente. Essas coisas voltam pra gente. Melhora nosso lado humano. O mundo precisa mais disso. E aí vamos descobrindo os valores das coisas e não os preços. Então o dinheiro fica mais leve em nossa mão e nossa busca para uma vida mais feliz não fica presa ao mundo financeiro, dessa forma abrimos a cabeça para novas questões e coisas boas (o dinheiro é uma delas) surgem como consequência.

Por Daniel Santos ? Parceiro do Bem Pensado!