Por que os Relógios nos Fascinam? (Parte 2)

GERAL SEGUNDO

Esta é a segunda parte do artigo sobre a história dos relógios e da medição do tempo que iniciamos dias atrás em nosso artigo Por que os Relógios nos Fascinam?.

A Divisão do Dia e a extensão de cada “hora”

Inicialmente foram os egípcios que iniciaram a divisão do dia em partes iguais, sendo que isto foi se desenvolvendo através dos tempos, através das civilizações.

Existem várias teorias a respeito de como o dia de 24 horas do dia se desenvolveu. O fato do dia ter sido dividido em 12 horas pode ter sido em função de 12 ser um divisor de 60 e tanto as Civilização Eqípcia quanto a Babilônica reconheciam o ciclo zodíaco de 12 constelações. Por outro lado, a facilidade de contar nos dedos usando a base 12 pode ter influenciado, já que cada dedo possue 3 juntas e contando uma os 4 dedos de uma mão (excetuando o polegar) soma 12.

Nos templos clássicos de Roma e da Grécia, eles usavam 12 horas do nascente ao poente, porém, como o dias e noites variavam de acordo com a estação, a duração das horas acabava variando durante o ano.
As horas só começaram a ter uma duração fixa quando os Gregos perceberam que precisavam disto para cálculos teóricos. Foi então que surgiu a divisão do dia em 24 horas que ficou conhecida como horas equinociais, sendo baseada em 12 horas de luz solar e 12 horas de escuridão nos dias de equinócio (que ocorre duas vezes ao ano , em março e setembro). Equinócio é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Apesar disto o sistema que usamos hoje so se tornou comumente aceito com o surgimento dos relógios mecânicos no XIV.

Os primeiros relógios mecânicos

No início para metade do século XIV, os grandes relógios mecânicos começam a aparecer nas torres de diversas cidades, após um período de aperfeiçoamento dos mecanismos mecânicos iniciado por volta de 1275.

Mecanismo dos primeiros relógios mecânicos II  Relógio Astronomico de Praga II

Saltamos um pouco no tempo e chegamos ao século XVI quando engenheiros e fabricantes conseguiram criar instrumentos numa escala tão pequena que as pessoas podiam carregá-los embora estes modelos ainda era grandes e pesados para serem usados no bolso ou pulso, sendo usados como pendantes no pescoço. Com a natural evolução, aprimoramentos foram feitos tornando os modelos cada vez menores, até que em 1675, o Rei Charles II da Inglaterra introduziu os relógios de bolso que eram conectados com as vestimentas por uma pequena corrente, ficando os pendantes um ítem apenas da vestimenta feminina, ambos tornando-se um artigo de luxo bastante procurado pelas famílias ricas da Europa e logo em seguida das Américas.

A população em geral só ganhou acesso aos relógios de bolso a partir da segunda metade de século XVIII, quando os modelos se tornaram mais baratos e precisos.

Relógios de Pulso

Relógios de Pulso

No século XIX e o crescimento das ferrovias trouxe a necessidade de um padrão global do tempo e a expansão do uso de relógios, principalmente após ocorrerem alguns acidentes que poderiam ter sido evitados caso os funcionários dos trens tivessem sincronizados seus relógios com mais precisão. Com a padronização dos horários dos trens em 1893 nos Estados Unidos, se expandiu o uso dos relógios pelo mundo.

time-zone-map-history

O padrão internacional “Greenwich Mean Time “ (Hora Média de Greenwich, ou como é mais comumente chamado de Hora de Greenwich) e as divisões em fusos horários foram adotados em 1884 durante a “International Meridian Conference “.

Para medirmos o Tempo com a máxima precisão hoje em dia utilizamos os relógios atômicos e mesmo com a competição dos pequenos equipamentos digitais (celulares, smartphones e tablets) no uso diário, os relógios de pulso continuam em moda e seu charme parece não se apagar com o tempo. Já os relógios de bolso já tiveram seu retorno de tempos em tempos ao vestuário masculino, e os relógios pendantes é raro, e passou a ser um ítem da historia.

Para maiores detalhes consulte as seguintes fontes:

A brief history of time zones

History of Watches

The University of Cambridge – The NRICH Project
A Brief History of Time Measurement

Lembramos novamente que se você perdeu a primeira parte deste artigo clique aqui para acessá-lo.

Não perca os próximos posts com os interessantímos relógios mais criativos do mundo.