Por Dentro das Primeiras Fotos Artísticas

Olá amigos?

Mais uma vez eu abro as portas do meu passado de desventuras nesse mundo do aprendizado na arte de controlar as luzes e sombras que chamamos de fotografia. Desta vez vou falar sobre, digamos, oficialmente, a primeira vez que sai pra algum lugar com a intenção de registrar os momentos de um modo mais artístico lá pelos idos dos anos 90.

Munido da minha máquina pentax k-1000 e um filme preto e branco, isso mesmo, antigamente você já tinha que saber que tipo de foto você iria tirar, se colorida ou preto e branco e comprar o filme correspondente, fui para o Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, lugar que aliás aconselho a quem gosta de registrar tipos diferentes de tons, contrastes, profundidades de campo e velocidade (velocidade, pois pode tentar pegar um de seus moradores como micos e outros bichos), lembro que o filme era de 36 poses, ou seja, isso era outra coisa muito interessante porque como você não tinha a total liberdade de ser banal como hoje em dia e tirar tantas fotos quanto o recurso da máquina digital deixa tirar, você tinha que valorizar ao extremo cada ?click? e soma-se a isso o fato de que o fato de ser filme preto e branco a revelação era mais difícil e também mais cara do que o filme colorido comum, ou seja, não poderia haver desperdícios, cada foto tinha que ser ?A Foto?.

Infelizmente uma lembrança ruim foi perder os negativos e a maioria das fotos tiradas nesse dia, mas sobrou duas que postarei o link delas nesse mesmo texto, mas lembro da minha animação, das possibilidades que eu poderia encontrar naquele lugar, da confusão do que era o julgamento de imagem banal e imagem artística, quantos enquadramentos eu poderia enxergar na mesma paisagem, desfocar ou não desfocar? Deixava a foto mais escura ou não?  Tudo isso eram premissas anteriores ao momento de tirar a foto, mas também eram uma sensação posterior, pois você tinha que esperar a revelação pra ver realmente se as suas fotos saíram como você programou a foto para sair e as vezes você não tinha o dinheiro da revelação logo em seguida e tinha que juntar o dinheiro para depois revelar. Repararam como fotografar não se limitava apenas a você carregar a bateria da máquina, você tinha que pensar em todos os detalhes antes, durante e depois?. pensar?. pensar?. pensar?. isso é o que sinto falta hoje em dia, sim sou uma pessoa nostálgica, mas também sensata com todas essas mudanças, claro que hoje em dia é muito melhor e mais econômico você sair para fotografar, claro que sim, eu agradeço todo dia ter minhas máquinas digitais, mas isso teve um preço e na minha opinião, as vezes um preço que atrofia nossa visão critica.

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Esta primeira foto acima, que na época achei ser a melhor que eu tinha tirado nesse dia, porque era a primeira vez que eu fotografava com esse intuito e consegui na sorte? rsrs? o ponto de abertura e velocidade exatos para dar o contraste que eu queria, o fato de eu estar usando o filme preto e branco realçou mais a ideia do tronco cortado, fazendo um paralelo com a falta de cores pelo fato da árvore estar ?decepada?, ?esquartejada? no meio de todo o verde que havia em volta na hora que registrei o momento.

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Na segunda foto (acima), a ideia de focar a aranha e desfocar o fundo era algo que precisava usar a regulagem macro do equipamento e a abertura da máquina, confesso que como não tinha a certeza se essa aranha podia pular na minha cara ou não? rsrs? me apressei em tirar a foto, então mais uma vez fiquei satisfeito por conseguir registrar o que meu cérebro estava enxergando.

Brevemente outras lembranças boas sobre sair e fotografar!

Bons cliques e registrem a vida, o tempo não faz pose pra você!