Recordando Dublin - Cap: 07 - St. Patrick’s: O Dia Anterior

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Perguntei a alguns brasileiros o que eles tinham a dizer sobre o St. Patrick’s Day. Algumas repostas:

“Em dias de St. Patricks os leprechauns perdem a vergonha. Uma festa que reúne o mundo em volta de um único propósito: Cerveja.”

“É um carnaval que por mais que você esteja bêbado, todo mundo vai parecer estar pior que você, o que te deixa bem à vontade para ficar podre. Além disso, tem tanta mulher bonita que até as policiais e meninas acompanhadas dos pais são dignas de um flerte.”

“Intenso. Fulminante.”

16 de março. Véspera do St. Patrick’s Day. Podemos dizer que a festa já começou.

Acordamos com uma leve ressaca e lembrando todo o movimento que vimos no aeroporto no dia anterior. É engraçado como a atmosfera de uma cidade muda em época de festa, seja no Rio de Janeiro, em Vitória, Domingos Martins ou Dublin. Um fator que ajudou a aumentar nosso ânimo foi que tínhamos perdido o Carnaval no Brasil. Estávamos no mínimo curiosos pra conhecer o famoso “Carnaval Irlandês”.

A vodka já estava separada e para ajudá-la havia algumas garrafas de cachaça que eu trouxe do Brasil. Fazemos algumas coisas curiosas ao sairmos do nosso país. Eu sempre detestei cachaça. Acho intragável, salvo algumas exceções. Porém, ao descobrir que não havia cachaça na Irlanda, não pensei duas vezes em levar algumas garrafas. O fato de saber que eu não encontraria a bebida, e o frio, faziam com que eu sentisse vontade de tomar uma purinha.

Dublin fica literalmente verde no St. Patrick'sDublin fica literalmente verde no St. Patrick’s

Havia uma programação para a nossa noite pré-St. Patrick’s. Após tomarmos algumas doses de cachaça e vodka fomos pra uma festa na casa de um amigo brasileiro. Mesmo se não quiséssemos  ficar bêbados (o que evidentemente não era o caso) os shots eram mais do que necessários para enfrentar 20 minutos de caminhada com uma sensação térmica na rua de 0 grau.

Ficamos pouco tempo nessa festa porque Leo e Raoni iriam ser os DJs numa after party (em outro texto falarei melhor sobre o que são as “afters”) e tínhamos que encontrar o contato dessa festa num pub. O nome desse pub é “Woolshed Baa and Grill”, porém todos os brasileiros em Dublin chamam ele de “Australiano”.

Mal cheguei lá entendi porque dá tanto brasileiro nesse tal de Australiano. Havia uma banda tocando pagode, axé, enfim… se um cara fosse teletransportado do Brasil para lá, nunca ele descobriria que estava na Europa. Definitivamente esse não é o meu estilo, então prometi a mim mesmo nunca mais voltar lá. A única coisa que me confortou durante esse tempo era o jogo do Mengão que estava passando. Eu estava com muita saudade disso.

Depois de uma hora no Australiano fomos para a festa, que foi ótima. Raoni e Leo mandaram muito bem comandando a trilha-sonora da madrugada. Voltar pra casa foi meio complicado, já que nosso apartamento era longe e não estávamos com dinheiro pro táxi (ou não queríamos pagar, não lembro…) mas nada que mais vodka não ajudasse.

Após uma longa caminhada e muita filosofia pelas ruas de Dublin, chegamos. Era hora de capotar e tentar se recuperar porque logo cedo (entre 9 e 10 horas da manhã) começaria o desfile do St. Patrick’s e a festa de fato.

E muita coisa aconteceu no St. Patrick’s…

Cheers