Review - Assassin's Creed Unity

Por Megafos
Via Faqsgames.com.br

Diz que a industria dos games está passando por uma crise criativa grave* e que as inspirações sempre ficam escanteadas quando se tem uma franquia de sucesso como opção de investimento. *Assassin’s Creed Unity *é um exemplo de franquia de sucesso que se somados o número de títulos lançados, esse já é o oitavo. Teoricamente engrossa a afirmação da crise criativa, né?! Só teoricamente, por que de pouco criativo, o jogo não tem nada.

AC_Unity

A história se passa na França, no meio da revolução, e segue o mesmo mote de sempre com complôs e tramas protagonizadas por assassinos e templários. A motivação aqui é a vingança, diferentemente do título anterior em que o pirata *Edward Kenway *só procurava um lugar ao sol com uma boa garrafa de Rum e um belo baú cheio de ouro. Essa volta ao comprometimento com a irmandade é essencial para que Unity seja o jogo que é, pois não tem muita conversa aqui.

É um pássaro? É um avião?
Arno Dorian é o assassino da vez. Ele já vem completo. Com o controle do personagem em sua fase adulta (que chega rapidinho depois da introdução do game), a sensação que temos é que nada pode te segurar. Saltos precisos, domínio em batalha, ver através das paredes usando o* eagle vision, ouvir pedidos de socorro em meio à multidão; Não dá nem pra dizer que só falta voar, que cada salto às caixas de feno dão mais a impressão de voo do que todas as tentativas do *Will Smith em Hancock. 8O É sério. A sensação que temos no jogo é o mesmo de controlar um super-herói, pois o jogo é muito fluído e você se pega o tempo todo ajudando a população no meio do conflito entre os prós e os contra o estado.

Je parle fraçais
A revolução francesa é o cenário do jogo. E essa é a justificativa desse título ser exclusivo das novas gerações. A renderização de imagens em meio à multidão de NPCs em guerra é absurda! Qualidade, qualidade, qualidade! Você consegue enxergar cada detalhe da cidade em meio ao caos nas ruas, mesmo com tudo em movimento, pessoas falando coisas diferentes nos tumultos, cidadãos lutando, outros só conversando e o jogo segue fluindo com perfeição.

Multiplayer: pra que te quero?
A ideia de unidade do jogo se dá pelo modo cooperativo do jogo. Aqui, cada jogador pode ser um Arno diferente, personalizado, com evoluções exclusivas e possibilidades diferentes uns dos outros. Acabou o pega-pega tradicional dos outros títulos, o modo online aqui é dentro da história, cooperativo, interativo e funciona muito bem, obrigado. Não que os modos online dos outros títulos fossem ruins, pelo contrário, mas que já tinham dado tudo que tinham que dar, ah isso vocês tem de concordar, vai?! :)

De volta às raízes
Como disse no começo, seu personagem é praticamente um super-herói, o que facilita a sua vida (ou dificulta) é o investimento que você pode fazer em armas e acessórios. A compra de uma espada já modifica em absoluto o seu sucesso nas batalhas. Por falar nas batalhas, senti falta de fluidez nas lutas contra turbas de inimigos. Os combos foram deixados de lado e foi-se embora o botão de defesa. Não dá mais pra sentir que matou todos os inimigos num mesmo flow, como num tango da morte, entende?! Agora o uso da intuição para contra-atacar e a fuga dos conflitos em massa é parte importante do jogo. Assassinar na calada vale mais do que derrubar todos os 15 inimigos à moda Batman. Ponto negativo. :( Em contra partida à batalha prejudicada, escalar virou um ponto forte no jogo (nice!).
Agora você tem maior comanda se sua corrida sobe os prédios ou desce deles dependendo do botão que mantém apertado, o que dá mais controle pra você. Além disso, pequenos objetos no meio do caminho são puláveis se usar o botao_b no momento exato (Sleeping Dogs fazendo escola.). A sensação aqui é que a* Ubisoft* preferiu voltar para o que mais interessa em Assassin’s, deixar o Parkour ser protagonista do game e não mais os outros milhões de elementos que tomaram conta da série ao longo de tantos títulos. Acabou esse negócio de caçar, montar itens juntado ingredientes, ajudar dezenas de guildas diferentes e por aí vai. Só os colecionáveis que se mantém… E como se mantém! :cry:

Abstergo e Umbrella… Elas ainda vão dominar o mundo.
Em AC-U a Abstergo se consolida como uma empresa de entretenimento. Acaba o drama das fugas nos dias atuais, a empresa se mostra um inimigo sem rosto que diverte as pessoas com viagens no passado e assim colhe as informações sobre os artefatos celestiais. Boa parte do dinamismo do jogo se dá por isso. Acaba o blá-blá-blá de vai pro futuro, vai pro passado dos outros títulos. A historia se concentra onde mais interessa, dentro do Anymus!
Me lembro que num papo com um amigo bastante entendido de história, ele estava apreensivo com o fato do enredo se passar na frança do século 18, pois naquela época ainda não haviam construído a Torre Eiffel e ele estava indignado com a possibilidade de ter um capítulo do Assassin’s na França e não poder usar a torre como mirante… Spoilers à parte, o medo dele foi resolvido. Idas e vindas no passado e futuro de Paris resolvem esse gap. Recurso muito melhor direcionado em relação às trapalhadas de Desmond na história de Ezio Auditori.

Assassin’s Creed Unity é mais um ótimo capítulo da saga dos assassinos em sua luta contra os templários. O jogo é muito, muito bonito, pouco truncado, divertido e bastante envolvente. Pouco inovador, mas pros amantes da série, a experiência em AC 3 deixou claro que inovação demais estraga. Aqui, o seguro funcionou muito bem e AC volta pra onde mais importa: Le Parkour!

~ ~ ~

*A gente falou sobre essa crise na industria dos games num Fala Faqs, lembra? Não?! Então, toma!

https://www.youtube.com/watch?v=uLXXVILwrCo

O vídeo é bastante apropriado, pois foi publicado no começo de agosto de 2013 e citávamos o Assassin’s como um exemplo de jogo que esbanjava criatividade mesmo sendo longevo e especulávamos se a Ubisoft conseguiria manter o jogo sendo inovador. Falar do novo título da franquia Dentro de um post com o título “Faqs RECOMENDA!” responde nossa especulação. ;)

Encontre todos os games AQUI!