SIM, eu aceito!

Não eu não fui pedida em casamento! Calma!

Foi só um convite para ir a uma cerimônia de casamento. O curioso é que eu só disse SIM, eu aceito ir a esse casamento, poucas horas antes do enlace, embora o convite tenha sido entregue com mais de um mês de antecedência! Explico: o noivo, meu primo, foi um grande amigo na infância e companheiro na adolescência? Mas a vida o levou pra longe?

Precisei buscar uma identificação, um forte motivo que me levasse a São Paulo, para vê-lo se casar com uma mulher que eu havia visto uma vez só, de raspão! Encontrei duas razões, no dia do casório: a mãe dele, minha tia Ivanilde, que por si só é uma lista de motivos e o pedido da minha mãe que não poderia comparecer!

Avisei as crianças duas horas antes de sair, o mais velho já estava no aniversário da sogra, os outros dois se arrumaram em tempo recorde. No caminho, alguns problemas? Chuva na estrada, quase nenhum dinheiro para o pedágio, quatro reais na verdade, ufa! Mudanças na marginal do Tietê e peguei o caminho errado! Em Higienópolis, único bairro que eu conheço, pois morei lá, também me perdi! Só achei a igreja de Santa Terezinha, quando a noiva já estava no altar!

Aí começaram os sinais positivos! A recepção dos parentes, todos sorriam surpresos com a minha chegada. A cerimônia foi rápida, mas nada escapou ao melhor olhar, acho eu! Primeiro o vestido da noiva! Um tomara que caia em tomas lindas, na saia babados e na cabeça uma trança, com apenas duas flores, perfeito! Meu primo parecia o mesmo que corria pelo sítio em Campo Grande comigo, só crescido, mas o jeito de apertar a boca antes de falar era o mesmo! O dente branquinho, o cabelo lisinho? O dindo, ele mesmo!!! Imediatamente falei comigo mesma: Que bom que você veio Marilucy! Na hora dos cumprimentos a surpresa do primo confirmou tudo.

Na festa, imagens ótimas, a mesa dos tios, os outros primos e seus agregados, filhos, filhos a caminho? Entre tantas pessoas especiais, uma prima que eu não via há tempos e que acompanhou momentos muito importantes da minha vida!  Lamentei nosso afastamento? Quanta coisa eu perdi!

Meus filhos, crescidos, causaram espanto! Isso porque eles não viram o mais velho, alistado no exército esse ano! A conversa, sempre começava assim, Meu Deus, como eles cresceram e em seguida? ?Nossa a Júlia tá a sua cara!!! A Marilucinha! E as frases seguintes tinham a ver com o passado. Lembra disso, daquilo? Delícia! Teve ainda a minha tia querendo que eu arrumasse um casamento! Me apresentou para um amigo do filho e a situação, que já é rotina na minha vida de solteira e quase aos 40, virou mais um motivo de divertimento.  Foram só 5 minutos de conversa, mas o reboliço na família tava armado!

Saldo da noite! Uma data que vai ficar na memória! Como é bom estar no nosso clã, em momentos tão marcantes! Pra mim, particularmente, foi importante poder explicar pra Júlia e pro Gabriel, a importância de estar em família, de sorrir e chorar juntos, de acompanhar a evolução e as realizações de cada um! Senti que eles puderam vivenciar isso. Fica então uma certeza a ser dividida com vocês: Família é tudo de bom! Como diria o padre no casamento: Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e por aí vai!

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Bj ó?tima semana