TEM EMPREGADA DOMÉSTICA? SEGURE!

Pesquisas mostram que as empregadas domésticas já são artigos de luxo. Os números prometem que serão raridades num futuro bem próximo?

Quando penso nisso, tenho vontade de correr ao encontro da minha e cair de joelhos, pedindo que ela nunca me abandone. Sem ela eu não vivo, os meus filhos não comem, não encontram as roupas passadas, a cachorra não tem festinha pela manhã, o almoço não sairia na hora em que as crianças saem da escola, nada funciona sem a JADE!

Quando ela sai de férias, banco a dona de casa e gosto como já disse num post recente, mas todo dia, não dá! Cada um no seu quadrado e pronto!

Porém, trabalhar na minha casa é bom viu? Bom, acho que é?

Não sou exigente, não passo a mão nos móveis para conferir o pó, não desmaio quando uma roupa cara aparece manchada, ou quando um dos meninos está sem uniforme porque não foi passado. Não sinto falta dos copos que se quebram, e se a comida está salgada, logo pergunto: está apaixonada hoje?

Nossa convivência é ótima e a família toda gosta muito dela.

Mas nem sempre tive relações boas assim?

Divorciada, com três filhos, morando longe da família, eu sempre tive uma dependência absoluta das minhas empregadas. E por isso sempre aceitei todas as imposições delas. A via tinha só um sentido. Prevalecia à vontade e o esquema delas.

E sabe de quem era a culpa? Minha.

Eu não orientava, não conversava? Tinha tanto medo de perdê-las que ficava omissa e estragava a nossa convivência.

Decidi escrever sobre isso, porque uma amiga me disse essa semana que não consegue dar ordens para a empregada.

Ela quer orientar e não consegue. Quer um pouco mais de caldo no feijão e diz que não sabe como falar.

Assim as duas perdem. A empregada doméstica não atinge as expectativas e ela não é bem atendida por um serviço que é pago.

Para resolver isso, simplesmente FALE! Fale de maneira gentil, colaborativa, ensine, combine e cumpra a sua parte. Ah, e não se esqueça: elogie as meninas elas adoram!

Bj

Mari